A crise social de falta de empatia.

A crise social de falta de empatia inicia dentro de casa no núcleo familiar. Quando dentro de casa, no convívio, familiares são estranhos, um não se importa com o outro, ou ainda pior, quando os genitores cuidam de afastar os membros de sua própria família, tornando o convívio em algo perverso.

Na prática da psicoterapia não é raro lidar com famílias disfuncionais, nas quais não existe união, convívio sadio, troca, ou se importar com o outro.

No relacionamento de teor pervertido e egoísta o que importa é a vontade própria, me escute e se cale, o que você pensa ou faz não importa. Isso desconstrói os vínculos paulatinamente, até que nesse núcleo nada mais exista. Um quadro que piora quando se soma a essa prática de silenciamento a agressividade ou o menosprezo.

Todo esse cenário descrito acima fomenta o “Complexo de abandono”, um dos mais difíceis de tratar em uma psicoterapia. Dificuldade que existe por toda uma desconstrução de vivência de afetividade sadia, quem tem ativado o complexo de abandono tende a entrar em relacionamentos abusivos e tóxicos, em especial por não saber delimitar a funcionalidade do carinho. É imperioso que quem tem o complexo de abandono que faça uma psicoterapia com profundidade, a fim de elaborar sua afetividade, aprender a se amar, a por limites e a se reconstruir, apesar de sua família.

Muitas pessoas da atualidade aprendem a ser frias, egoístas, a não se importar com os outros por que isso é prática comum em sua própria casa. Piora esse quadro se a vivência ainda é sádica. Muitos que vivem o descaso o reproduzem, às vezes, o potencializando, e tudo isso é altamente comprometedor na qualidade de vida e no crescimento espiritual de um indivíduo. Toda frieza deve ser questionada…