A crise social de falta de empatia.

A crise social de falta de empatia inicia dentro de casa no núcleo familiar. Quando dentro de casa, no convívio, familiares são estranhos, um não se importa com o outro, ou ainda pior, quando os genitores cuidam de afastar os membros de sua própria família, tornando o convívio em algo perverso.

Na prática da psicoterapia não é raro lidar com famílias disfuncionais, nas quais não existe união, convívio sadio, troca, ou se importar com o outro.

No relacionamento de teor pervertido e egoísta o que importa é a vontade própria, me escute e se cale, o que você pensa ou faz não importa. Isso desconstrói os vínculos paulatinamente, até que nesse núcleo nada mais exista. Um quadro que piora quando se soma a essa prática de silenciamento a agressividade ou o menosprezo.

Todo esse cenário descrito acima fomenta o “Complexo de abandono”, um dos mais difíceis de tratar em uma psicoterapia. Dificuldade que existe por toda uma desconstrução de vivência de afetividade sadia, quem tem ativado o complexo de abandono tende a entrar em relacionamentos abusivos e tóxicos, em especial por não saber delimitar a funcionalidade do carinho. É imperioso que quem tem o complexo de abandono que faça uma psicoterapia com profundidade, a fim de elaborar sua afetividade, aprender a se amar, a por limites e a se reconstruir, apesar de sua família.

Muitas pessoas da atualidade aprendem a ser frias, egoístas, a não se importar com os outros por que isso é prática comum em sua própria casa. Piora esse quadro se a vivência ainda é sádica. Muitos que vivem o descaso o reproduzem, às vezes, o potencializando, e tudo isso é altamente comprometedor na qualidade de vida e no crescimento espiritual de um indivíduo. Toda frieza deve ser questionada…

O AMOR

O que você tem feito pelo seu amor? Como tem cuidado de quem está a seu lado? É companheiro dando força para o que ele gosta e faz? Se interessa por ele? Tem prazer de dividir e estar junto de suas conquistas e planos?
A solidão e a dificuldade de relacionamento são uma das maiores queixas que escutamos na prática da psicoterapia. Somos uma sociedade carente e ao mesmo tempo iludida em ser auto- suficiente. Cansei de ver como analista pessoas ditas imponderadas, ao mesmo tempo vazias de relacionamentos por causa de orgulho e vaidade. Também vi tragicamente pessoas em relacionamento competitivo- de cabo de guerra, dando coice no lugar de beijo, indiferente ao carinho de quem está ao lado minando em auto boicote um relacionamento. Lembro aqui que durante todo período da pandemia da covid19 o número de divórcios e fim de relacionamentos cresceu mais de 60%, lotando as varas de família. Vias de fato entre casais aumentaram 48%- dados obtidos junto ao judiciário do estado de Goiás e a secretaria de segurança pública. O amor virou distancia, indiferença e raiva? É assim que você tem cuidado do seu amor?
Para amar é preciso se conhecer, saber do que gosta, ter metas de vida, compreensão dos próprios afetos, ego fortalecido e identidade. Não foi à toa que C. G. Jung coloca no casamento uma prova para a Individuação- no último capítulo de sua obra O desenvolvimento da personalidade. Estar junto a alguém é luta diária, cansa, dificuldades vão ser recorrentes, mas se existir amor, se cultivar o tesão e o carinho o relacionamento perdura. Todavia muitas pessoas não sabem do que gostam, vivem instintivamente jogadas pelo destino, não aprenderam a se relacionar por profundas falhas em sua afetividade, mas por que não fizeram uma psicoterapia para estruturar sua afetividade e forma de relacionamento?
Várias pessoas sequer têm educação, não sabem receber outra pessoa, abraçar, beijar, sorrir quando o outro chega. Ao contrário hoje ser frio virou moda, no lugar da recepção amigável, uma cara de nada…”não me atrapalhe que estou vendo minha série no computador O ”… Toque fica sem graça, a cama fria, o afeto vira carência e o fim se avizinha. Piora todo este cenário quando a agressividade fica naturalizada, os elogios se transformam em ofensas ou no desmerecimento do outro. E o diálogo? Esse foi assassinado na rotina…não há tempo para falar, menos ainda para ouvir quem você diz que ama…o vídeo do tictoc é mais interessante…a carência toma conta e com isso uma certa mágoa: por que não mereço ser bem cuidado? Da carência a se interessar por outra pessoa fácil na falta o instinto vai procurar outro que lhe dê atenção, conversa, carinho e o mínimo de companheirismo, e isso não tem gênero ou orientação sexual. Bauman já nos mostrou que o amor se transformou em algo líquido nos pós modernidade, e isso deu- se pela precariedade da educação, da escuta do outro, da instabilidade da afetividade, orgulho e vaidade, e uma ilusão de que não é necessário cuidar diariamente do outro. Quando o relacionamento termina a pessoa ainda diz para todos: não sei o que eu fiz de errado, o outro é que foi vagabundo e me traiu…projetando a culpa fora das próprias falhas que cometeu…
Questione o que você tem feito pelo seu amor. Como tem cuidado de quem está perto. De atenção para quem diz amar antes de o deixar carente. O elogie e o ajude. Cuidando d quem está perto você está cuidando de você…
Jorge Antônio Monteiro de Lima
www.almabr.com.br

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Ensino remoto para todo Brasil, pós-graduação lato sensu multidisciplinar reconhecida pelo MEC
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